domingo, julho 08, 2012

Em 2014 há mais, mesmo aqui ao lado

Não tenho nada significativamente novo a acrescentar a tudo o que já se disse sobre o desempenho da Seleção no Euro. Mas ainda assim apeteceu-me encerrar o tema.

Depois de um arranque médio-fraco com a Alemanha, Portugal fez alguns dos melhores jogos que já vi. Aquele jogo com a Holanda é absolutamente memorável. Mesmo com a Espanha, a forma como não os deixámos jogar foi impressionante.

A nível individual, Patrício interveio pouco mas bem. Pepe e Alves foram gigantes na defesa. Coentrão é daqueles casos que, felizmente, parece que não sabe jogar mal pela Seleção. João Pereira não esteve nada mal e aquela assistência no jogo com a Holanda é uma delícia.
No meio campo, João Moutinho sabe ocupar espaços e ler o jogo sem bola como poucos. Pena que não seja ele o 10 que precisamos. Raul Meireles foi apenas mediano. Veloso foi enorme, por vezes a fazer lembrar Paulo Sousa.
Cristiano finalmente apareceu, e em grande! Ai se aquela última jogada contra a Espanha tivesse dado golo. Mais valia entregarem-lhe a bola de ouro já. Nani teve alguns momentos de brilhantismo. Mas confesso que esperava mais. Talvez porque as expectativas fossem demasiado altas.
Na frente, o do costume. Postiga a ser um jogador útil, mas não o ponta-de-lança que precisamos. Do Nélson deu para ver pouco. Espero que no Benfica dê para o ver mais vezes. Não gosto do Hugo Almeida. Acho mesmo um jogador medíocre. Mas acho que a saída dele no jogo com a Espanha teve um impacto negativo tremendo.

E pronto, foi assim. A deixar aquele gostinho de que podíamos perfeitamente ter ganho à Seleção campeã do Mundo e a primeira a ganhar 2x seguidas o Campeonato da Europa.


Agora resta esperar por 2014, no Maracanã mais perto de você...Aceitam-se reservas!!!


domingo, junho 10, 2012

"Jogar como nunca"?!

Para parafrasear o meu bom amigo Pisko, mas tá tudo doido?!

Entrar no jogo claramente para defender o empate e dar uma parte de avanço não me parece que seja propriamente caracterizador de "jogar como nunca".
E se para "jogar como nunca" tivermos sempre que sofrer um golo antes para acordar, então não sei o que esperar do resto deste Europeu...

Uma coisa é dar a iniciativa ao adversário e apostar em transições rápidas. Outra coisa completamente diferente foi aquilo que fizemos na 1a parte, em que para ajudar à festa Nani e Ronaldo praticamente não existiram.

Não deixa de ser irónico que no momento em que a Alemanha marcou golo houvesse já alguma sensação de superioridade de Portugal. Mas ninguém pode dizer que não estava avisado sobre o cinismo dos alemães.

Notas positivas para Coentrão, Pepe (com a "pequena" exceção do lance do golo) e já agora para Varela. Não percebi a entrada dele em vez de Quaresma mas a verdade é que entrou bem no jogo e podia ter marcado o golo do empate.

Só me resta esperar que a mudança de atitude dure até ao jogo com a Dinamarca na 4a feira e que entremos em campo com outra mentalidade.

sábado, junho 09, 2012

Prognósticos (e desabafos) antes do fim do jogo

DISCLAIMER: Sofro provavelmente mais pela seleção do que pelo Sporting, o que se calhar se explica pelo fato de estarmos "todos" a puxar pelo mesmo lado, ao contrário do que acontece com os clubes. Portanto, vou estar a torcer como ninguém para que este seja finalmente o NOSSO Euro.

Dito isto, fiquei um bocado chateado (revoltado?!) com a convocatória. Não consigo perceber (mas o Scolari veio em meu socorro com a entrevista dele) a chamada de jogadores como Ruben Micael, Carlos Martins, Eduardo e mais um ou outro, que mal jogaram durante a época toda. Isto deixando de fora jogadores como Manuel Fernandes, Hugo Viana ou André Martins (ok, neste último posso estar a ser um bocadinho tendencioso). Vá lá, convocou o Custódio...

Mas pronto, isto provavelmente nem afeta muito o 11 base, que já se percebeu mais ou menos como vai ser. E aí sim, surgem as reais preocupações.
Tentando ser realista, não acho que tenhamos nenhuma super seleção, nem nada que se pareça. Tudo bem, temos o melhor jogador do Mundo. Mas ao contrário do Real Madrid, onde divide as atenções com pelo menos mais 10 galáticos, na Seleção parece não saber lidar com a pressão adicional e também se farta de levar porrada.

O nosso meio-campo é médio-fraco: Raul Meireles raramente rende o mesmo que nos clubes onde joga; Moutinho acho que nem em casa dele, sozinho, consegue ser líder; e o Veloso tem dias (mais ou menos como o cabelo dele). Não havia mesmo lugar para o André Martins?!

Até me dói o coração de falar dos nossos avançados: Hugo Almeida tem um raio de ação de pouco mais de 2m e o outro diz que nunca foi avançado de marcar muitos golos. Ao Nélson Oliveira faltam minutos de jogo e tenho dúvidas que seja neste Euro que lhos vão dar.

Having said all this, quase todas as minhas esperanças estão em...Nani. Pode não ter a mesma qualidade de Ronaldo mas também não tem nem metade da pressão sobre ele.

Uma possibilidade seria fazermos como diz o visão, e jogar "à Ilidio Vale". Mas não acho que o nosso selecionador tenha a inteligência nem os "tomates" para isso.

Mas isto tudo é teoria e não interessa nada. Amanhã serve-se Sauerkraut ao almoço...

domingo, maio 06, 2012

Melhores álbuns 2011 - Parte II

Katy B - On A Mission

Que grande primeiro álbum fez esta senhora! Nem sei bem como caracterizar a música. Suponho que tenha bastante eletrónica com uma pitada de pop/rock.



White Lies - Ritual (2011)

Estes são mais uns a juntarem-se ao grupo de supostos seguidores de Joy Division. Eu que sou fã de Interpol e de Editors (outros do mesmo grupo) diria que, ainda estejam na mesma linha, são suficientemente diferentes, e com qualidade, para merecerem ser ouvidos.



The Strokes - Angles (2011)

Este por acaso até nem "entrou no ouvido" à primeira. Mas uma vez que entrou...



The Horrors - Skying (2011)

Até nem era grande fã destes senhores. Mas ao 3o álbum finalmente fiquei finalmente convencido.



Justice - Audio, Video, Disco (2011)

Qautro anos depois do primeiro álbum, um segundo que não lhe fica nada atrás. Para fãs de música eletrónica.




quarta-feira, maio 02, 2012

At the movies

The Iron Lady (2011): médio - esperava mais deste filme. Como seria de esperar, a Meryl tá excelente mas o filme foca numa fase da vida de Margaret Thatcher, já de uma certa perda de capacidades, que para mim está longe de ser a mais interessante. O ponto alto do filme está no relato de como surgiu a guerra das Malvinas. Acho que a vida da senhora tinha potencial para ser contada de outra forma.

Moneyball (2011): bom - sem ser fã de baseball, a verdade é que gostei bastante do filme. Como filme na categoria de desporto, está empolgante q.b. e o Brad mais uma vez não desilude.

The Descendants (2011): muito bom - não sei dizer exatamente porquê mas gostei muito do filme. A história nem sequer é nada do outro mundo mas talvez até por isso é bastante credível e com personagens que lhe dão o sal e pimenta mais que suficiente para não ser uma história mundana. George Clooney no seu melhor nível, bem como as miudas que fazem de filhas dele.

Drive (2011): bom - sim, o filme é parado como o caraças.  Mas há um certo conjunto de atores, onde se incluem Ryan Gosling e Carey Mulligan, que carregam consigo um carisma que parece que não é preciso mais nada.

Fica prometido que os próximos comentários serão mais longos. É que já vi os filmes há algum tempo.

domingo, março 04, 2012

Melhores álbuns 2011 - Parte I

Tal como por aqui há o Carnaval fora de época, decidi fazer o meu TOP de álbuns fora de época.
A verdade é que só agora consegui ouvir a maioria dos álbuns dos TOPs de 2011 da Blitz, NME, Pitchfork, etc.
Aqui ficam os meus eleitos (1a parte) e um cheirinho de cada álbum:

Kasabian - Velociraptor
Nunca fui grande fã de Kasabian mas o 4o álbum de originais destes brits finalmente convenceu-me. Grandes malhas.




Florence + The Machine - Ceremonials
No seu 2º álbum, os Florence conseguem manter, ou mesmo elevar, o nível do álbum anterior. Que pena não os poder ir ver ao Alive. Pode ser que passem pela Cidade maravilhosa...




Adele 21
A senhora que bem podia emagrecer uns quilitos vendeu álbuns deste "21" que nem pãezinhos quentes em 2011. Dá para perceber porquê.




Friendly Fires - Pala
Outro caso de uns senhores que ao 2o álbum atingem um nível ao alcance de poucos. Muito bom mesmo este Pala.




Noel Gallagher's High Flying Birds
O mano mais velho do clã Gallagher não desilude nesta 1a aventura longe do mano. Para fãs de Oasis.




The Vaccines - What did you expect from the Vaccines
Nada mau para 1o álbum. Assim a fazer lembrar Strokes.



To be continued...

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Domingos...sem paciência

Confesso que a minha paciência para o Domingos estava claramente esgotada.
A seguir a cada jogo, só pedia para o próximo jogo vir o mais depressa possível porque a equipa até é razoável e tornava-se bastante difícil fazer pior. Só se podia melhorar.

Mas não. A cada jogo havia uma invenção nova, uma incapacidade cada vez maior de ler o jogo (quantas vezes é que os avançados do Marítimo tinham que se desmarcar nas costas dos centrais do Sporting para ele perceber que não dava para a equipa jogar tão subida?!) e as mesmas teimosias (João Pereira outra vez?! Carrillo a sair ao intervalo de novo?! os centrais sempre a fingir que sabiam sair a jogar com a bola?!).

O discurso não ajudou. Depois de uma dezena de jogos seguidos a ganhar, começar a perder jogos sem conta e vir dizer que uma equipa não se constrói em 8 meses ou que não se pode passar do 8 ao 80 em tão pouco tempo não me parece razoável. É que passar do 80 ao 8 pareceu bem fácil.
E a meio do campeonato, dizer que "para o ano é que é" e não dar provas de ser capaz sequer de chegar ao 3o lugar é realmente a gota d'água.

Quanto a Sá Pinto, parece que estava a fazer um bom trabalho nos juniores. Tenho pena que não lhe tenha sido dado mais tempo para amadurecer como treinador, ele que provavelmente ainda continua bastante temperamental.

A pressão agora é enorme, o que não ajuda.
Espero que consiga ganhar o balneário rapidamente e incutir a garra que nele era tão característica.
Acho que não é preciso muito mais do que isso porque a qualidade está lá.
Ah, e não inventar muito se faz favor.

domingo, janeiro 22, 2012

Los Reyes Magos

Uma palavra:



GENIAL

domingo, janeiro 15, 2012

Match report: S.C.Braga - Sporting



Até ao intervalo o jogo estava a ser bastante fraco, com duas equipas sem mostrar grande qualidade. Na 2ª parte, o Braga limitou-se a aproveitar os erros escandalosos da defesa do Sporting. O meio campo do Braga, com muito mais força que o do Sporting, também ajudou a ganhar o jogo. Mas acho que o Braga esteve longe de fazer uma exibição fantástica.

Destaques:

Rui Patrício: Et tu Patricio? Mas que parte do cérebro deste senhor é que ainda não percebeu que não se pode agarrar a bola com as mãos quando é atrasada por um companheiro?!

João Pereira: não há palavras para descrever a exibição deste menino. Divide a culpa com Rodriguez no 1º golo mas parece-me que a culpa é maioritariamente dele. No 2º golo, não me digam que não podia ter feito algo mais. A juntar a isto, foi uma “nódoa” ofensivamente tomando sempre as decisões erradas. Será que o Arias não fazia melhor figura? Eu estaria disposto a apostar que sim.

Evaldo: nunca estava onde devia estar na defesar o que levou a que o Braga repetisse o mesmo tipo de jogada pelo lado direito do ataque uma série de vezes. A atacar, acrescenta zero.  Inacreditável como não consegue levantar uma bola a cruzar.

Schaars/Elias: não rendem nem perto do que rendiam no início da época, aparentemente por algum cansaço físico.

Matias: é uma pena não conseguir ser mais regular ao longo de 90 mins porque não há dúvida que qualidade não lhe falta.

Domingos: com um meio campo claramente cansado, não percebo a razão de deixar Renato Neto de fora. “Queimar” Bojinov, metendo Ribas a titular também não me pareceu ter grande justificação. Não que eu seja grande fã do búlgaro mas também não vi o que acrescentou Ribas. Parece-me que urge encontrar um substituto para João Pereira. E se achar que não é Arias, então que vá buscar alguém aos juniores.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Cinema City

Last night (2010): médio – com a bonita, mas magérrima, Keira Knightley, é um filme dedicado ao tema das traições conjugais. Dá que pensar e por isso merece a classificação de “médio”.

Inside job (2010): bom – documentário sobre a crise narrado por Matt Damon, tem uma primeira metade que não acrescentou grande coisa face ao que eu já sabia sobre a crise, para além de fazer uma espécie de resumo dos factos. Contudo, a segunda metade explora uma muito interessante, e mal justificada, ligação com o meio académico. Food for thought...

Lest petits mouchoirs (Little white lies, 2010): médio – filme francês sobre um grupo de amigos que se vê abalado pela notícia do grave acidente de um desses amigos. A partir daí é narrada a dinâmica muito própria do grupo, supostamente muito próximo e unido, mas pontuado por “mentirinhas”. O filme é interessante e conta com bons atuações mas o ritmo é sempre bastante lento o que lhe retira algum interesse.

Source code (2011): bom – começa a ser cada vez mais difícil encontrar ideias originais para filmes. Mas este filme consegue-o (espero não estar a dizer nenhuma asneira e que o filme não seja nenhum remake de algum filme antigo). A ideia tem como base a possibilidade de viver a identidade de outro homem, nos últimos minutos da sua vida. Dito assim não parece ter grande piada. Mas o filme tá giro. E Jake Gylenhaal, que até não é dos meus atores preferidos, tem um desempenho bem porreiro.