Antes de mais a resposta é não, não estou a preparar a minha candidatura à Presidência da Repúbica. Já há muito rendido às maravilhas da blogosfera, decidi agora adoptar uma postura mais proactiva e também eu contribuir para o enriquecimento da World Wide Web. Espero que gostem.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
terça-feira, abril 08, 2008
Florianópolis, continua a ser no Brasil (Parte II)
Findo o temporal, pudemos então voltar à vida de praia e, para bel-prazer do Edgar, voltar também às maratonas de jogos de raquetes na praia. Isto porque nos primeiros dias no Brasil, tratámos imediatamente de comprar umas raquetes e uma bola de futebol. Quanto à bola, houve um dia em que decidimos jogar “à rabia” com um cão que andava pela praia e o resultado final foi o cão afincar os seus lindos dentes na dita bola. Não sei bem o que é que isto diz acerca dos nossos dotes futebolísticos…Já as raquetes, por outro lado, ficaram mais que amortizadas, tal foi o uso que lhes demos.
Florianópolis tem para cima de uma dezena de praias, quase todas (pelo menos as que visitámos) com uma envolvente natural impressionante. O que impressiona mais é a diferença face às nossas praias, já que as de Floripa são rodeadas por montes ou morros cheios de vegetação, o que serve para compor uma paisagem bem bonita. Quanto ao mar, sem ser quente, a temperatura da água era bastante agradável. Eu costumava dizer que era como estar em Monte Gordo, no Algarve.
Sem comentários...

Entre as várias praias que frequentámos, destaco:
(i) a Mole e a do Riozinho – as praias “da moda” da altura e por isso muito bem frequentadas
(ii) Barra da Lagoa – uma praia de pescadores, assim a fazer lembrar a Nazaré, para onde ia o “povo” e onde se viam também muitos argentinos. Esta era também a zona onde ficava mais em conta comprar as típicas lembranças
(iii) Canasvieiras – apelidada normalmente como a zona dos argentinos, de tal forma que mesmo as lojas tinham quase todos os seus letreiros em espanhol
(iv) Jurerê Internacional – ouvimos um boato de que também o Ronaldinho tinha aqui uma casa. Vimos casas, e já agora também carros, verdadeiramente impressionantes. A praia propriamente dita não tinha nada de especial.

(vi) do Forte – muito pequenina e com uma forma muito particular já que consistia essencialmente numa tira de areia que entrava pelo mar adentro. Tivemos que estacionar o carro literalmente quase dentro de água. Foi a praia onde dissemos adeus a Floripa.

Na praia do Forte, junto ao nosso bólide
Fica por contar o capítulo nocturno e também uma breve passagem por São Paulo. Não percam!!!

terça-feira, abril 01, 2008
Lost?
Acho que serve pelo menos para dar uma achega sobre a forma de pensar do criador da série.
Interessante, não?
domingo, março 30, 2008
Florianópolis, Brasil (Parte I)
Começando pelo início (?), depois de uma breve escala em S.Paulo, lá aterrámos em Florianópolis, onde nos esperava um senhor da rent-a-car que nos levou ao veículo que havia de ser o nosso meio de transporte primordial nos dias seguintes. Como já nos haviam informado, Florianópolis é uma ilha (se bem que ligada a terra pela Ponte Hercílio Luís, a fazer lembrar a 25 de Abril) relativamente grande pelo que o aluguer de um carro era quase indispensável. Seguimos então para a nossa pousada, onde ficámos alojados num simpático apartamento/chalé de dois andares.
Não deixa de ser irónico que nos primeiros dias de praia, em que ainda havia sol, tenhamos chegado a recear que os nossos dias em Florianópolis se tornassem muito rotineiros, com o percurso pousada-praia-pousada a repetir-se diariamente. Pois ao 4º ou 5º dia, após alguns dias meio cinzentões em que éramos praticamente as únicas pessoas na praia, eis que tem início uma chuvada que havia de prolongar-se de forma praticamente ininterrupta pelos 3 dias seguintes.
E desta forma se explica que durante a nossa temporada no Brasil, tenhamos feito um sem número de visitas ao Beira Mar e ao Floripa Shopping, visitas essas que incluíram, entre outros, 2 idas ao cinema (“I am legend” é dos piores filmes que vi no cinema nos últimos tempos e “American Gangster”, sem ser nada de ground breaking, é bem porreirinho) e uma tarde numa livraria estilo FNAC a ler o “Quem mexeu no meu queijo?”. Termino o tema “temporal em Floripa” dizendo apenas que nem o nosso humilde chalé escapou aos efeitos da enxurrada, o que me obrigou a dormir uma noite na sala, no andar de baixo, tendo em conta que o andar de cima estava um pouquinho húmido.
(to be continued)
domingo, janeiro 13, 2008
FELIZ 2008!!!
Mas para compensar os fiéis leitores deste blog, que concertezam já desesperavam por novo post, deixo-vos a minha lista de preferências no que toca a álbuns que foram editados em 2007:
1- Arcade Fire: Neon Bible (este primeiro lugar não deixa dúvidas, como podem ver e ouvir abaixo)
2- The National: Boxer
3- LCD Soundsystem: Sound Of Silver (depois de um primeiro álbum que não me tinha convencido, rendi-me por completo a estes senhores)
4- Editors: An End As a Start
5- Maximo Park: Our earthly pleasures
6- Interpol: Our love to admire
7- Blonde redhead: 23 (vieram cá abrir o concerto de Interpol e ficou uma certa águinha na boca...)
8- Klaxons: Myths of the near future
9- Justice: Cross (a fazer lembrar Daft Punk, muito fixe)
10-Linkin Park - Minutes To Midnight
Que dizem de vossa justiça?
domingo, outubro 21, 2007
The National
"Gostaram meninos, hum, gostaram?"
sábado, outubro 20, 2007
Last but not least, behold.....MOSCOW!!!!
Inside the Kremlin walls
Antigo QG do KGB
quarta-feira, agosto 29, 2007
At last:St. Pete
Church of the saviour on the spilled blood
Quanto à catedral de St.Isaac, tivemos o prazer de a visitar num dia em que nevava abundantemente em S.Petersburgo e por isso a magnifica vista a partir da base da sua cúpula teve ainda um encanto especial.
St. Pete by snow
Sheryl, Edgar, Alex, Pisko, polaco cujo nome não me lembro, Paulina e Pete 
The Jordan Hall (Hermitage)
Resta referir a importância que tiveram na nossa estadia em S.Petersburgo (i) a Paulina, uma polaca muito simpática que tínhamos conhecido em Riga, que estava a estudar em S.Petersburgo e que nos serviu de guia e intérprete um várias ocasiões e (ii) o Pete, o Chris e a Sheryl, três australianos porreiraços e sempre prontos para a paródia que estavam alojados na nossa pousada e andavam numa viagem à volta do Mundo. Vale a pena conhecer pessoas assim.

terça-feira, julho 24, 2007
SBSR (Mais vale tarde que nunca...)
03/07/2007 – Como disse repetidamente às pessoas à minha volta, só uma hecatombe me impediria de ir ao SBSR neste dia, já que o cartaz tinha o chamado “alinhamento do caraças”! No carro a caminho do recinto, ia ouvindo Klaxons pela rádio e a roer-me todo por não estar lá já que me parecia estar a ser muito bom. Ainda cheguei a tempo de ouvir a última música.
Seguiram-se os Magic Numbers, aqueles que me despertavam menos interesse neste dia. Tal como eu suspeitara quando tinha ouvido o último álbum deles, pareceram-me um bocadinho desenquadrados face ao resto das bandas do dia, com um estilo meio hippie, assim a atirar para o zen.
Depois vieram os Bloc Party. Tinha-os visto no Coliseu há pouco mais de um mês, num grande concerto apenas um pouco ofuscado por um público demasiado jovem (miúdos!!) que começou o concerto a todo o gás e que depois parece que perdeu um bocado a “pica”. Mediante um público quase completamente diferente, os Bloc Party voltaram a não desiludir e pareceu-me que até surgiram mais soltos, a curtirem mais o facto de estarem ali.
O momento mais esperado da noite veio com a entrada em palco dos Arcade Fire. E que concerto meus senhores!!!! Impressionante como têm uma presença em palco, que lhes permite, mesmo sem uma interacção muito explícita com o público, cativar e envolver as pessoas de uma forma super intensa. Talvez boa parte da explicação esteja na deliciosa Régine Chassagne, com uma voz a fazer lembrar Bjork, e que não parou um minuto, no seu estilo de fedelha irrequieta. Mas a explicação também poderá estar no estilo da banda, meio pacóvio a fazer lembrar uns saloios de aldeia mas ao mesmo tempo a destilar classe por todos os poros. Decidam vocês.
05/07/2007 – Só de pensar que estive em sério risco de não ir neste dia até fico um bocadinho doente. Quando cheguei tinham acabado de tocar os TV on the Rádio, o que me deixou alguma pena pois dizem por aí que estes senhores são muito bons ao vivo. A seguir desfilaram os Scissor Sisters, num concerto que acabei por seguir meio ao de longe mas que me pareceu muito aceitável.
Bem de perto era como não podia deixar de ver os Interpol, definitivamente uma das minhas bandas de eleição do momento. Sem querer exagerar (muito), até fico com arrepios com algumas das músicas destes nova-iorquinos que demonstraram uma segurança irrepreensível em palco e que montaram uma set list fantástica para este concerto. É verdade que a interacção com o público não foi muita mas quem estava à espera do contrário é porque não os conhece. Tendo adorado o concerto, reconheço que é o tipo de espectáculo muito mais dado a recintos pequenos e intimistas do que propriamente a grandes festivais. O regresso está prometido para Novembro, no Coliseu. Dou-vos um rebuçado se adivinharem quem não vai faltar…