sábado, maio 19, 2007

Helsínquia/ Tallinn

Voámos de Lisboa para Helsínquia, com direito a uma breve pitstop em Zurique. Como em quase todas as situações, as expectativas têm uma influência muito grande nas nossas percepções e portanto as horas que passámos na cidade de Helsínquia até produziram uma impressão bastante positiva da cidade, dado nenhum de nós tinha a fasquia muito alta.

À chegada a Helsinquia

Demos uma volta pela cidade com o nosso amigo Finlandês que eu e o Edgar conhecemos em Erasmus, o Petri, que amavelmente nos levou aos principais pontos de interesse. Ficou por visitar Suomenlinna, uma antiga fortaleza militar localizada numa das pequenas ilhas junto à costa de Helsínquia e património mundial da Humanidade. O Lux, uma discoteca no último andar (10º?) de um prédio foi também uma surpresa muito agradável.

O Petri, eu e o Edgar, na Praça do Senado, em Helsínquia

Depois de uma curta e agradável viagem de barco, lá chegámos a Tallinn, onde nos esperava o Old Town Backpacker’s Hostel, gerido por um irlandês +/- da nossa idade e por uns amigos. O hostel até é porreiro e baratucho mas não deixava de ser estranho e um pouco incómodo o facto de um dos quartos dormitório servir simultaneamente de auditório para visionamento de filmes e também de ponto de passagem para o common room.

Quanto à cidade propriamente dita, os nossos passeios cingiram-se praticamente à Old Town, muito pitoresca e povoada de cafés e barzinhos. Entre os vários pontos de interesse, destaco a igreja de Alexander Nevski, dentro das muralhas da fortaleza de Toompea, a vista do topo da igreja de S.Paulo e a Town Hall Square. No que respeita à componente nocturna (obviamente nada despicienda!), fomos ao Club Hollywood (giro mas nada de especial), ao Privé (um cadito melhor que o anterior) e ao Von Krahl, onde tivemos o privilégio (?) de assistir à actuação de algumas bandas estónias. Last but definitely not least, fomos ao Stereo, um bar muito (!!!) bem frequentado. Meus amigos, se o paraíso na terra existe, estou convencido que não deve andar muito longe do Stereo.

Old Town, Tallinn

Não podia falar de Tallinn sem falar dos motins a que tivemos o privilégio de assistir in loco aquando da nossa segunda passagem pela cidade, a caminho de S.Peterburgo. Pelo que percebi a coisa até foi noticiada por cá mas passo a explicar resumidamente: o foco da discórdia residia numa estátua que servia de homenagem aos soldados russos que morreram durante a II Guerra Mundial. Inclusivamente, por debaixo da estátua, encontravam-se enterrados os corpos de alguns desses soldados. Ora o governo estónio decidiu recentemente que não fazia sentido nenhum ter naquele local um monumento que fazia lembrar os tempos da ocupação russa que tanto martirizou a população local. Contudo, acontece que cerca de 40% (sim, o número é mesmo desta magnitude) da população da Estónia é constituída por russos, sendo fácil de perceber que esta faixa da população não achou muita piada à coisa. Além disso, era suposto que a estátua e os corpos fossem transferidos para outro local mas, segundo relatos que não consegui confirmar, o que aconteceu foi a destruição da mesma durante o processo de transferência.

A estátua da discórdia
Concluo o capítulo de Tallinn dizendo apenas que, dava a perseverança do Pisco em sair à noite, ainda chegámos a temer pela integridade dos nossos belos corpinhos e tivemos que fazer um jogging em passo acelerado para fugir da polícia, que como se sabe nestas alturas desata a bater em toda a gente sem grande critério.

segunda-feira, abril 23, 2007

Helsinquia-Tallinn-Riga-Vilnius-Riga

Eu, Pisko e Edgar (aka "Trio Odemira") estamos neste momento em Riga depois de um percurso pouco linear entre as varias cidades referidas acima.

Ate agora esta a correr tudo as mil maravilhas. As cidades que vimos sao muito porreiras, animadas como se quer e bastante compactas, o que facilita muito a visita.

Mais novidades e fotos seguir-se-ao brevemente.

Bjs e abracos para todos os fieis leitores deste estamine!!!

terça-feira, abril 10, 2007

It's alive!!!!

Qual fénix renascido das cinzas, aí está o IMReviews com mais uma crítica:


Concordo que podia ser mais actual, mas faz-se o que se pode...

quinta-feira, abril 05, 2007

Brilhante...

Sendo grande fã do Will Ferrell (se querem rir "à antiga" vejam Anchorman: The Legend of Ron Burgundy) vi recentemente o filme Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby. O filme não é propriamente uma obra-prima da comédia mas também não eram essas as minhas expectativas.

A razão deste post tem a ver com aquele que eu considero um dos mais brilhantes comediantes da actualidade: Sacha Baron Cohen. Este sr. tem um papel relevante no referido filme e volta novamente a brindar-nos com laivos do seu brilhantismo.

Compreendo que haja muita gente para quem o estilo de comédia de Borat não seja muito apelativo mas digam lá que o sketch que se segue não tem pelo menos um bocadinhozinho (pikenino que seja) de piada:

segunda-feira, março 19, 2007

SBSR: Que luxo!!!

Já andava há algum tempo para escrever este post mas resolvi esperar um pouco mais para ver se haviam mais desenvolvimentos. Estou a falar da edição do Festival Super Bock Super Rock deste ano. Só tenho 2 palavras sras. e srs.: que luxo!!!


Podem por-se a par do programa conhecido até agora (sim, porque ainda faltam bandas) aqui.

Para mim, o elenco de dia 3 de Julho destaca-se claramente:

- Bunny Ranch - já vi estes portugueses ao vivo mais do que uma vez e até fiquei agradavelmente surpreendido;
- The Gift - segundo dizem a Sónia Tavares tem o chamado "feitio do caraças" mas por acréscimo também tem uma enorme presença em palco. Vi-os na Semana Académica de Évora do ano passado e gostei mesmo muito;
- Magic Numbers - tenho o último álbum deles mas confesso que ainda não o ouvi pelo que só conheço o single, Take a chance;
- Klaxons - estes ingleses apareceram recentemente na cena musical internacional e deram-se muito bem, pelo menos nos Top's britânicos. Tenho o álbum, Myths of the near future, e digo-vos que não vai nada mal. Aqui fica o clip de Golden Skans;
- Bloc Party - nem sei que vos diga...alguém quer comprar o meu bilhete para o Coliseu?
- Arcade Fire - não sei se alguém leu o artigo do Público de há algumas semanas atrás, por ocasião do lançamento do álbum Neon Bible. Ora neste artigo davam-se conta de alguns testemunhos de pessoas que estiveram em Paredes de Coura em 2005 e viram estes srs. actuar. Conclusão: ou estas pessoas estavam todas sob o efeito de drogas ou os Arcade Fire são mesmo muito bons ao vivo (pensando bem o +provável é que se apliquem as duas hipóteses). O que interessa é que tenho os 2 álbuns deles e são absolutamente deliciosos! Este dia vai com certeza valer a pena nem que seja só por eles.

Nos outros dias do festival, destaco Metallica (nunca vi ao vivo e gostava), Scissor Sisters e Maximo Park. Um destaque especial para Interpol: por favor ouçam os 2 álbuns destes srs!!!

Já agora leiam também o que a Blitz tem a dizer sobre o cartaz do SBSR.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Bora para a água?

Dando cumprimento a uma das minhas resoluções para o ano de 2007, planeio fazer um curso de mergulho, de seu nome técnico PADI Open Water Diver, no próximo mês de Abril. Obviamente que a coisa seria bastante mais engraçada se fosse feita com um grupo de amigos e portanto deixo desde já aqui o convite para que se juntem a mim.

Pessoalmente, o interesse no mergulho surgiu pelo facto de gostar imenso de quase qualquer actividade que envolva o mar e também depois de ter falado com algumas pessoas que fizeram recentemente o curso e que já fizeram alguns mergulhos depois disso.

Para os mais cépticos, que dirão que em Portugal a água é fria ou que o fundo do mar não tem interesse, respondo que com o designado "fato húmido" mal se sente a temperatura da água e em Sesimbra, nas Berlengas ou em Tavira já se vêm coisas bem giras. Além disso, quando forem de férias ao México, Cuba, República Dominicana, Indonésia, Egipto, Açores ou mesmo aqui ao lado a Espanha terão oportunidade de ver alguns dos cenários subaquáticos mais bonitos do mundo.

Como argumentos para vos convencer, acho que devia ser suficiente verem as seguintes fotos:

O célebre peixe-palhaço na Grande Barreira de Coral, na Austrália


Blackbacked butterflyfish, no Mar Vermelho

Blue spotted stingray, no Mar Vermelho


Deixo também o link para uma reportagem que saiu no Expresso em Agosto do ano passado, para que possam ler os testemunhos de alguns viciados no mergulho.

Last but not least, aqui ficam os sites de algumas escolas de mergulho em Lisboa:

- Escola de Mergulho de Lisboa;

- Nautic Diver;

- Cipreia.

Como poderão ler, os cursos andam todos à volta dos 300 euros (negociáveis para grupos) e duram cerca de 2 semanas, incluindo aulas teóricas, práticas e exames.

Que vos parece?

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Ninguém leva a mal.......ou sim!

Mas alguém é capaz de me explicar porque é que de algum tempo para cá parece que se tornou moda dizer que se "odeia o Carnaval"? Será só para ser contra a corrente?

As pessoas que me conhecem sabem que para mim qualquer desculpa para festa é uma boa desculpa. Depois, se essa desculpa envolve um feriado nacional tanto melhor.

Além disso, desculpem lá mas a velha conversa do "dia do ano onde podes fingir ser uma pessoa diferente" comigo até pega. Qual é o problema de entrar um bocadinho no campo do imaginário e ao mesmo tempo relembrar os tempos de criança em que todos nos mascarávamos?

A minha explicação pseudo-freudiana básica para as pessoas que "odeiam o Carnaval" é que essa atitude é provavelmente reveladora de um qualquer trauma de infância, quase de certeza relacionado com uma partida de Carnaval que até hoje ainda não foi digerida. "Ah e tal, mas já quando eu era pequenino nunca me mascarei". Nesse caso, os culpados serão provavelmente os vossos pais que quase de certeza deviam ser eles a ter o tal trauma de infância.

Eu até posso fazer um esforço para tentar perceber que não se goste do Carnaval (ok, já chega, não consegui) mas que se "odeie"?! Disse e repito, quanto mais não seja é uma desculpa para ir para a rua festejar, para estar com os amigos, para fazer palhaçadas para as quais não há grande desculpa nos outros dias do ano. Ok, não querem ter o trabalho de se mascarar, não se mascarem mas ao menos festejem caramba!

Eu, pela minha parte, já decidi o meu disfarce e vou para Torres Vedras, para o dito "Carnaval mais antigo e mais português de Portugal" (seja lá o que isso signifique). O registo fotográfico será concerteza vasto por isso aguardem as fotos.

Já agora, se querem "odiar" o Carnaval, ao menos façam-no informados e leiam o que a Wikipedia tem a dizer sobre as origens da festa.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Para quem estiver a considerar namoros à distância...

Para quem andou 4 ou 5 anos (ou mais) a estudar gestão, economia ou algo do género, é sempre gratificante ver serem utilizados conceitos da área para explicar alguns dos problemas mais mundanos do nosso dia-a-dia.

É isso mesmo que faz Tim Harford, que trabalha no Banco Mundial e escreve semanalmente uma coluna no Financial Times intitulada "Dear Economist", onde responde em "economês" a algumas questões colocadas pelos leitores.

Foi com esse mesmo tom ligeiro que o sr. escreveu o livro “The Undercover Economist", que ao que parece vem na mesma linha do popular "Freakonomics", de Steven Levitt, editado no início de 2005 (vai ser com certeza um dos "pelo menos 10 livros" a ler este ano).

Aqui fica um exemplo com piada, de uma resposta a uma senhora que não sabe muito bem como há de gerir um relacionamento à distância.

Já agora aqui fica também o endereço do blog do dito sr.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A cidade condal e o individualismo

Nestes últimos dias que passei em Barcelona, tive mais uma prova de como é possível viver numa grande cidade sem que isso prejudique forçosamente a qualidade das pessoas que lá vivem.

As pessoas que me conhecem sabem (ou deviam saber!) que nunca fui grande fã da vida em Lisboa. Nos tempos da faculdade, sempre que podia, lá ia passar o fim-de-semana a Leiria, o que até chegou a colocar alguns problemas sempre que havia trabalhos de grupo para fazer (por falar nisto, acho que nunca cheguei a expressar convenientemente às respectivas pessoas o meu agradecimento pela compreensão demonstrada).

À medida que o tempo foi passando e as amizades (e outras que tal) por Lisboa se foram cimentando, a minha “alergia” à cidade de Lisboa foi-se reduzindo progressivamente. Contudo, nunca deixei de pensar que a cidade se encontra bastante mal organizada, não contribuindo em nada para a melhoria de modos de vida que, também por questões intrínsecas admito, se revelam extremamente individualistas e até mesmo egoístas.

Não querendo reduzir a questão do egoísmo crescente apenas a este tema, penso que um dos principais problemas da cidade reside nos transportes públicos que a servem. Relativamente ao Metro, a expansão da rede parece ter congelado no tempo, não se percebendo nomeadamente como é que ainda não há Metro no aeroporto ou como é que se demora 10 mins de carro de Benfica ao Campo Grande mas 40 mins se formos de Metro. Acho que também não seria nada má ideia expandir o horário de funcionamento do Metro (em Barcelona, ao fim de semana, o Metro fecha às 2h e abre às 5h). No entanto, reconheço que convencer os trabalhadores do Metro de Lisboa a trabalhar mais umas horas numa altura em que os senhores passam a vida em greves porque querem manter os seus 35 dias de férias anuais (entre outras regalias) não se afigura nada fácil.

Quanto aos autocarros, não consigo perceber porque raio é que aqueles placards com o tempo de espera se encontram em fase de testes (para além de serem em nº muito reduzido) há já não sei quanto tempo. À noite, também não me parece que o autocarro funcione como uma alternativa muito válida, seja pela frequência reduzida ou pela imagem de falta de segurança.

Uma ideia recorrente é a de cobrar a entrada de carros num determinado perímetro da cidade de Lisboa. Assim à primeira vista, a ideia não me parece nada má. Obviamente, teria que ser feito de forma transitória, dando algum tempo às pessoas para se adaptarem e investindo paralelamente na expansão e desenvolvimento da rede de transportes públicos. Outra medida que me parece relativamente óbvia consiste na criação de grandes parques estacionamento junto a estações de Metro e de comboio que dão acesso à cidade.

Apesar da minha perspectiva limitada de turista que apenas passou alguns dias nestas cidades, Barcelona e também Nova Iorque pareceram-me cidades que têm na sua base fortes redes de transportes públicos. Acrescento ainda à lista a cidade de Roterdão, onde passei 4 meses em Erasmus, se bem que aí o facto de ser quase completamente plana dá uma forte ajuda (costumo dizer que ter uma bicicleta em Roterdão é quase o mesmo que ter carro em Lisboa).

No que toca a Lisboa, it goes without saying que o processo de mudança seria bem mais fácil se fosse acompanhado por uma alteração da mentalidade e se passássemos a ter uma atitude um bocadinho mais orientada para o colectivo, em vez de passarmos a vida a olhar para os nossos bonitos umbigos. Fica o apelo.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

A IVG - Parte II

Para quem não viu no último Domingo, vejam aqui um exemplo de como o humor pode ser uma boa forma de expor o ridículo de certos argumentos do "Não". Ora vejam: